Alunos enfrentam problemas com transporte escolar em Coroatá


Segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE), a Prefeitura desembolsou R$ 1 milhão, 171 mil,799 reais e 33 centavos para transportar alunos da zona rural. Alunos enfrentam problemas com transporte escolar em Coroatá
Os alunos que dependem do transporte escolar na cidade de Coroatá, a 260 km de São Luís, estão enfrentando problemas, pois os veículos se encontram em péssimas condições de funcionamento.
Como é o caso do ônibus escolar que atende o Povoado Limão, em Coroatá, que recentemente ficou pregado no meio do caminho. O veículo caiu em um igarapé que dá acesso à comunidade rural. Situação parecida aconteceu no bairro Palmeira Torta, onde o ônibus em péssimo estado de conservação parou de funcionar e passou o dia inteiro no local.
Por conta disso, o Ministério Público quer saber de que forma está sendo gasto o dinheiro investido no transporte escolar em Coroatá. Segundo o órgão, só em 2020, no auge da pandemia com escolas fechadas, a Prefeitura de Coroatá gastou um alto valor com o serviço.
Segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE), a Prefeitura desembolsou R$ 1 milhão, 171 mil,799 reais e 33 centavos para transportar alunos da zona rural.
Alunos enfrentam problemas com transporte escolar em Coroatá
Reprodução/TV Mirante
Em um dos processos o auditor externo Raimundo Abdala de Oliveira Neto identificou indícios de que a licitação do serviço não atendeu a requisitos necessários para aprovação. As representações em andamento no TCE, pedem a suspensão imediata dos pagamentos.
De acordo com Secretário de Educação de Coroatá, Eldo de Melo Viana, os problemas que vem ocorrendo nos ônibus da cidade são considerados corriqueiros e todos os veículos passam por vistoria. “O que acontece aqui na quebra de um ônibus é muito comum numa frota gigantesca como nós temos, mas devido ao excesso de chuvas isso acontece algumas vezes, mas esse transporte é feito uma vistoria e aqueles que não estão em perfeito estado eles são tirados. Pagamos um, dois, três e no quarto mês fomos notificados pelo Tribunal de Contas e aí nós vamos, com certeza, responder isso de forma jurídica, correta. É o que eles chamam de “vagância de lei”, mas fizemos isso devido a pandemia, mas no restante a gente faz tudo de acordo com a lei”, disse.