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Maranhão é um dos quatro Estados do Brasil que mais desmatou entre 2019 e 2021, aponta Relatório Anual de Desmatamento

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O levantamento mostra que a vegetação amazônica foi a mais destruída nesses três anos. Quase que em sua maioria, a devastação foi causada pela agropecuária. Maranhão foi um dos Estados...


O levantamento mostra que a vegetação amazônica foi a mais destruída nesses três anos. Quase que em sua maioria, a devastação foi causada pela agropecuária. Maranhão foi um dos Estados que mais desmatou entre 2019 e 2021
O Maranhão está entre os quatro Estados do Brasil que mais desmataram entre 2019 e 2021. Os números são do Relatório Anual de Desmatamento do Brasil, o qual mostra que mais de 42 mil quilômetros quadrados de vegetação nativa foram devastados no país, uma área que é quase do tamanho de todo o Estado do Rio de Janeiro.
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O levantamento usou dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (DETER) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Segundo eles, o Brasil perdeu 4.536 hectares por dia, foram 189 hectares a cada hora.
O Maranhão foi o quarto estado que mais desmatou nesse período, com 167 mil hectares destruídos, atrás apenas do Pará, Amazonas e Mato Grosso.
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O levantamento mostra que a vegetação amazônica foi a mais destruída nesses três anos. Quase que em sua maioria, a devastação foi causada pela agropecuária, responsável pelo desmatamento de mais de 97% de toda essa área. O que preocupa é que foram identificadas irregularidades em quase todos os casos analisados.
Maranhão é um dos quatro Estados do Brasil que mais desmatou entre 2019 e 2021, aponta Relatório Anual de Desmatamento
Reprodução/TV Mirante
A cada dez locais onde houve registro de desmatamento, sete estão no Cadastro Ambiental Rural, o que significa que os responsáveis pelas áreas podem ser identificados.
“O fortalecimento dos órgãos fiscalizatórios de controle minimizaria bastante essa realidade que a gente vive hoje. E, além disso, há necessidade de implementar políticas de reparação e recuperação das áreas que, porventura vêm sendo degradas. A gente vem precisa ter políticas de desenvolvimento equiparadas a políticas de restauração ambiental, para que a gente possa promover a manutenção dos serviços ecossistêmicos do nosso Estado”, explica Naiara Valle, que é Presidente do Instituto Ecos de Gaia.
Além da região amazônica, o cerrado também sofreu com o avanço do desmatamento. Números do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, mostram que a região do MATOPIBA, que compreende os Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, bateu recorde de desmatamento no último ano, uma área equivalente a três vezes a cidade de São Paulo.
O Maranhão, nesse bioma, lidera a derrubada da vegetação nativa, com mais de dois mil quilômetros de desmatamento.
“É preciso se distinguir qual a proporção de áreas desmatadas de maneira legal e ilegal. Porém, ambas causam a perda de serviços ecossistêmicos, o que é fundamental para que a sociedade tenha um ambiente ecologicamente equilibrado e assim possa desenvolver as suas atividades de forma sadia e digna”, destaca Naiara Valle.
Apesar dos números alarmantes, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) disse que faz o monitoramento das áreas com suspeita de desmatamento em propriedades rurais como forma de combater o desmamento no Maranhão.
A Sema disse, ainda, que a Superintendência de Recursos Florestais monitora as autorizações de supressão de vegetação, para saber se as áreas que são autorizadas a fazer o uso alternativo do solo respeitam as normas legais.

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