Motorista de aplicativo nega ter ameaçado adolescente que pulou de carro em movimento

Prestou depoimento na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, o motorista suspeito de ameaçar uma adolescente que se jogou do carro em movimento, na última segunda-feira (30). Segundo o delegado titular, Fairlano Aires, o motorista negou que tenha ameaçado a vítima, e disse que mesmo após ter ofertardo várias formas de pagamento da corrida, ela não aceitou.

Ainda de acordo com o delegado, o motorista contou que após o problema na forma de pagamento, levaria ela de volta ao mesmo lugar que a pegou, e nesse trajeto foi quando ela se jogou do carro. Ele diz que não imagiva que ela fosse pular, tanto que ele ainda diminuiu a velocidade do carro.

Além disso, será ouvido a pessoa que tinha o perfil no aplicativo, já que ele usava um celular que ficava no carro alugado, no qual dividia com outra pessoa, ficando com um celular cadastrado no veículo em todos os aplicativos, assim como o pessoal dele. Ele ainda afirma que isso é comum entre os motoristas.

Leia o relato na íntegra:

“Ele negou que tenha ofendido a adolescente. Disse que ela estava querendo dar uma de esperta, após ofertar várias formas de pagar a corrida e ela não se dispor, pois foi ela que não conseguiu mudar a forma de pagamento de à vista para cartão. Não quis fazer um pix, apesar de dizer que tinha. Não quis pedir para alguém fazer o pagamento, mas queria que a levasse e que depois pagaria em uma nova corrida. Ela é que não conseguia ou não quis e não a internet dele, pois tinha roteado. Falou que a levaria de volta onde a pegou, o que fez como provava o caminho que fazia quando ela pulou. Não imaginou que fosse adolescente. Não a ameaçou e nem imaginava que ela fosse capaz de pular do veículo. Disse que ela estava com sorte porque ele era calmo e se ela fosse dar uma de esperta com outro poderia ser que a pessoa pudesse estar até armado, mas sem qualquer intenção de ameaçá-la. Após a vítima dizer que iria pular ele diminuiu a velocidade, mas não acreditou que ela fizesse, quando, de repente ela abriu a porta e pulou. Ele olhou para trás e já viu ela se levantando. Por ela ter tido a coragem de pular ele não voltou porque seria inútil.

Ainda será ouvido a pessoa que tinha o perfil no UBER, já que ele usava um celular que ficava no carro. Ele alugou um automóvel e dividiu-o com outra pessoa, ficando um celular cadastrado no veículo em todos os aplicativos de transporte alternativo, cinco ao todo, assim com o pessoal dele. O celular que chamasse primeiro atendia ao chamado. Por isso, ainda iremos ouvir a outra pessoa. Alegou ser uma prática comum entre os motoristas”.