Mulher morta por subtenente do Corpo de Bombeiros do Maranhão foi assassinada com um golpe de faca, diz polícia


Segundo informações preliminares da Polícia Civil do Maranhão, a vítima foi morta com um golpe de faca, na cidade de Bacabeira, no último dia 10 de abril. Mas o corpo de Viviane Batista só foi localizado cinco dias depois do crime. Corpo de mulher morta com golpe de faca passa por perícia em São Luís
O corpo da mulher Viviane Batista Marques, de 31 anos, que foi encontrada morta nas proximidades da cidade de Vargem Grande, a cerca de 152 km de São Luís, na última sexta-feira (15), vai passar por perícia no Instituto Médico Legal (IML) de São Luís.
Mulher morta por subtenente do Corpo de Bombeiros do Maranhão foi assassinada com um golpe de faca, diz polícia
Reprodução/TV Mirante
Segundo informações preliminares da Polícia Civil do Maranhão, a vítima foi morta com um golpe de faca, na cidade de Bacabeira, no último dia 10 de abril. Mas o corpo de Viviane Batista só foi localizado cinco dias depois do crime.
O principal suspeito do assassinato é o companheiro da vítima, um subtenente do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), identificado como Mário Sérgio Jardim, de 50 anos, que já está preso desde o dia 15 de abril.
No dia 13 de abril, a polícia tomou conhecimento de que Viviane havia desaparecido. O caso começou a ser investigado, e a Polícia Civil conseguiu provas de que, na verdade, se tratava de feminicídio com ocultação de cadáver e não de um mero desaparecimento.
E que o principal suspeito era o próprio marido da vítima. Segundo a polícia, o subtenente não procurou as autoridades para falar do desaparecimento de Viviane e ainda fugiu para São Luís, onde foi preso.
“Quando aconteceu o crime, invés de procurar as autoridades e relatar o fato, ele simplesmente pegou o corpo e transportou para outro município, dificultando a localização do corpo para que fosse feita uma perícia mais elaborada”, explicou o delegado Leonardo de Oliveira, que investiga o caso.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, o subtenente do corpo de bombeiros do Maranhão vai responder pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver e também por tentar sumir com as provas do crime.
Em depoimento na sede da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), o subtenente confessou que praticou o crime e que havia deixado o corpo de Viviane Batista nas proximidades de Vargem Grande.
O caso está sendo acompanhado pela SHPP e pela superintendência estadual de investigações criminais (SEIC), em São Luís.
De acordo com as investigações, Viviane já vinha sofrendo agressões por parte do companheiro.
“A própria família relatou outros casos de violência e, inclusive na noite anterior ao crime, que foi na no sábado à noite, ela teria sido agredida pelo companheiro, e o que motivou ela a sair de casa e buscar abrigo na casa da irmã”, contou o delegado Leonardo de Oliveira.
O subtenente estava, atualmente, lotado no Colégio Militar de Rosário e encontrava-se de férias. E, por ser integrante do Corpo de Bombeiros, Mário Sérgio Jardim foi preso e entregue ao Comando-Geral do CBMMA, em São Luís, para cumprimento da prisão temporária.
Por meio de nota, o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão afirmou que repudia o crime de feminicídio e que, no âmbito administrativo, adotará as medidas cabíveis para reprimir a conduta do subtenente.
Veja a nota na íntegra:
O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão-CBMMA, vem a público repudiar um crime de feminicídio ocorrido no último domingo (10/04), no povoado Gameleira da cidade de Bacabeira-MA, que tem como acusado um militar da Corporação. O investigado foi preso hoje (15/04) por força de um mandado de prisão temporária e encontra-se à disposição do Poder Judiciário.
Esclarecemos que as investigações estão a cargo da Polícia Civil, que é a autoridade de Polícia Judiciária competente para apuração do crime cometido. No âmbito administrativo, o CBMMA adotará as medidas cabíveis para reprimir conduta atentatória a honra pessoal, o pundonor militar e o decoro da classe.
Expressamos nossa solidariedade à família da vítima, na certeza de que a justiça será feita, assim como da continuidade do combate às violências que depreciam o viver em sociedade.
O CBMMA reitera que repudia, veementemente, todo e qualquer ato de violência, principalmente contra a mulher.
De janeiro a abril deste ano, o Maranhão já registrou quinze feminicídios, em média, são quatro mulheres mortas por mês no Estado.
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