Professores da rede pública municipal de São Luís iniciam greve geral; categoria exige reajuste salarial de 33,24%


De acordo com o Sindeducação, os professores da rede municipal de ensino estão há 5 anos sem aumento de salário, e a proposta feita pela Prefeitura de São Luís, de reajustar em apenas 5% os salários, é considerada ‘imoral’ pela categoria. Professores da rede pública municipal de São Luís realizam greve geral; categoria quer reajuste salarial de 33,24%
Divulgação/Sindeducação
Professores da rede pública municipal de São Luís deram início, nesta segunda-feira (18), a uma greve geral da categoria. A paralisação das atividades dos docentes teve início por volta das 8h, com concentração de integrantes da categoria na Praça Deodoro, no Centro da capital.
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Segundo o Sindicato dos Profissionais do Ensino Público de São Luís (Sindeducação), o movimento grevista foi aprovado pelos professores no último dia 8 de abril, após a Prefeitura de São Luís oferecer reajuste de 5%, um valor, segundo o Sindicato, muito abaixo do que a categoria reivindica em sua campanha salarial, que é atualização do piso nacional de 33,24% para docentes do nível médio, e a repercussão em toda tabela salarial do magistério, com 36,56% de reajuste para todos os professores com nível superior.
O reajuste de 33,24% foi aprovado pelo governo federal, no dia 4 de fevereiro deste ano, com isso, o piso passou de R$ 2.886 para R$ 3.845.
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De acordo com o Sindeducação, os professores da rede municipal de ensino estão há 5 anos sem aumento de salário, e a proposta feita pela Prefeitura de São Luís, de reajustar em apenas 5% os salários, é considerada ‘imoral’ pela categoria.
Ainda segundo o sindicato, além de rejeitarem a proposta de 5% da prefeitura, os professores também assumiram o compromisso de lutar por escolas que ofereçam condições dignas para toda a comunidade escolar.
“Foi somente por meio de muita mobilização realizada pelo sindicato e categoria, que as reformas nas escolas foram iniciadas e, ainda assim, há muito para ser feito, pois, menos de 50%, das 258 escolas foram reformadas. As aulas na Zona Rural de São Luís, por exemplo, iniciaram sem transporte escolar, a alimentação oferecida para os alunos necessita de mais qualidade, entre outras demandas. O Sindeducação também organiza o movimento grevista para pedir pelo fim do assédio moral e mais transparência no orçamento e as contas da Prefeitura de São Luís”, diz um trecho da nota do sindicato sobre a greve da categoria.
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Divulgação/Sindeducação
O que diz a Prefeitura de São Luís
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) afirmou que a atual gestão recebeu as escolas sem condições mínimas de funcionamento durante a pandemia. Por causa da situação, o município “deu início ao maior programa de reformas de escolas de São Luís”.
Na nota, a gestão municipal disse que, de todas as unidades, em apenas 1 ano e 3 meses, 50% já foram totalmente reformadas e as demais passaram por intervenções necessárias para garantir o retorno das aulas, que é uma prioridade para este momento.
Ainda de acordo com a Semed, “todas as escolas serão totalmente reformadas pelo programa Escola Nova”.
Em relação ao transporte escolar, a Semed afirmou que a atual gestão não encontrou contrato vigente para a realização do serviço, uma vez que o único processo instaurado pela gestão anterior foi suspenso por determinação da Justiça. Coube à atual gestão regularizar o serviço do transporte escolar, o que já foi realizado.
Quanto à merenda escolar, a Secretaria Municipal de Educação destaca que até o momento não recebeu nenhuma queixa ou reclamação por parte da comunidade escolar.
Por fim, a Semed disse que agradecia aos professores que estavam no momento em sala de aula e afirmou lamentar a paralisação de parte da categoria, promovida pelo Sindeducação, pois a diretoria do sindicato esteve reunida com o município no último dia 12 de abril, onde foi informado que “o município apresentará uma nova proposta, dentro da sua realidade financeira, nesta terça-feira (19)”.