Sem ônibus na Grande Ilha, passageiros pagam mais caro no transporte alternativo


Com a frota totalmente paralisada, os passageiros recorreram ao uso de vans e dos táxis-lotação (carrinhos) para se deslocarem na cidade. Rodoviários paralisam atividades em São Luís
A população que depende do transporte público em São Luís enfrenta transtornos após a paralisação total dos rodoviários nesta terça-feira (29).
Sem avanço nas negociações, rodoviários paralisam 100% da frota na Grande São Luís
Sem ônibus na Grande Ilha, passageiros pagam mais caro no transporte alternativo
Juliana Chaves/Grupo Mirante
Com a frota totalmente paralisada, os passageiros recorreram ao uso de vans e dos táxis-lotação (carrinhos) para se deslocarem na cidade. No entanto, os trabalhadores pagam muito mais caro para utilizar esse tipo de transporte alternativo.
Sem ônibus na Grande Ilha, passageiros pagam mais caro no transporte alternativo
Juliana Chaves/Grupo Mirante
Os táxis-lotação (carrinhos), por exemplo, cobram R$ 5 para levar a população até o centro da cidade. A Lúcia Fernanda, trabalhadora que precisou desembolsar esse valor para se deslocar da Vila Embratel até o Anjo da Guarda, reclama do alto custo dos transportes alternativos.
“Vou pegar uma van ou um carrinho pequeno. Vou gastar uma faixa de 15 a 20 reais hoje”, disse ela em entrevista à TV Mirante.
Sem ônibus na Grande Ilha, passageiros pagam mais caro no transporte alternativo
Juliana Chaves/Grupo Mirante
Antes da greve geral, a população já enfrentava dificuldades desde o dia 24 de fevereiro, quando a frota dos ônibus foi reduzida a 60%.
Além da precariedade dos veículos e a longa espera nas paradas, os passageiros ainda tiveram que arcar com o reajuste de R$0,20 da passagem.
A greve dos rodoviários, que já dura 43 dias, já é considerada uma das maiores da história do Maranhão.
Sem ônibus na Grande Ilha, passageiros pagam mais caro no transporte alternativo
Juliana Chaves/Grupo Mirante
A greve
Sem avanço nas negociações, os rodoviários decidiram paralisar nesta terça-feira (29) 100% da frota na Grande São Luís. A decisão foi acordada após uma assembleia geral ocorrida na última terça-feira (22) na sede do sindicato da categoria.
O movimento grevista dos trabalhadores, que já dura 43 dias, não teve qualquer avanço nas negociações, entre empresários e os trabalhadores rodoviários, e já é considerado um dos maiores da história do Maranhão. Em fevereiro deste ano, os rodoviários tinham parado completamente a frota na na Grande São Luís, mas a Justiça determinou a prisão de membros do sindicato, caso os rodoviários não disponibilizassem 60% da frota em circulação.
Por meio de nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (Sttrema) disse que "a entidade cumpriu as decisões judiciais, mantendo inclusive, o mínimo de 60% da frota de ônibus em operação em toda a Grande São Luís" e mesmo assim não houve entendimento entre as partes. Diante disto, a entidade decidiu por paralisar por completo as suas atividades na Região Metropolitana da capital.
Reinvindicações
Justificando a paralisação, os rodoviários pedem um reajuste de 12% nos salários, jornada de trabalho de seis horas, tíquete de alimentação no valor de R$ 800, manutenção do plano de saúde e a inclusão de um dependente e a concessão do auxílio-creche, para trabalhadores com filhos pequenos.
A Prefeitura de São Luís chegou a prorrogar o auxílio emergencial ao setor de transporte público neste mês de fevereiro, destinando mais R$ 2,5 milhões (auxílio direto) e R$ 1,5 milhão, por meio do programa 'Cartão Cidadão', ao setor de transporte, mas os rodoviários decidiram iniciar o movimento devido a um impasse salarial com os empresários.